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15 setembro 2011

O último mago do pinball mantém o jogo vivo!

CHICAGO (AFP) —

Gary Stern tem a resposta rápida quando alguém diz que ele dirige a última fábrica
de pinball no mundo: não é a última—simplesmente é a única.

Gary Stern, 58 anos, nasceu no meio dos negócios do pinball e tem a determinação de mantê-lo vivo.

Seu pai dirigia uma fábrica top de pinball nos tempos em que as máquinas foram banidas em Chicago, New York e outras cidades dos Estados Unidos como jogos de azar.

Stern viu as máquinas se tornarem ícones culturais como as gerações de crianças que com uma moeda ou duas em seu bolso davam um tapa nos flippers para manter uma bola brilhante girando em torno do playfield.

Mesmo quando os fliperamas começaram a ficar lotados com os jogos de vídeo como o Pac-Man, o pinball foi capaz de se manter vivo. Mas os jogos de computador, sistemas de game como o Nintendo e aplicativos de telefone celular, finalmente conseguiram esvaziar os fliperamas.

Um por um, os concorrentes de Gary Stern faliram ou mudaram de ramo.

As vendas anuais de máquinas novas de pinball caíram de um pico de cerca de 100.000 undades/ano na década de 1990 para 6000, número que a Stern Pinball vende anualmente em todo o mundo.

Um grupo de entusiastas manteve as máquinas vivas e longe do monte de sucata.

Gary Stern, com seus US$ 30 milhões por ano, está confiante que seu negócio continuará forte e rentável para os próximos anos.

"Nós fazemos bons jogos. Nossos jogos são divertidos ", disse Gary Stern durante um passeio por suas instalações em um parque industrial perto do aeroporto principal de Chicago.

"A bola é selvagem. Não é programada. Você pode jogar pinball em um computador, uma simulação do mesmo, mas isso não é real – está tudo programado ".

Joshua Henderson, 14, entrou no pinball à moda antiga. Ele viu seu pai jogar uma partida em um pinball de boliche e começou pedir moedas para jogar também.

O Henderson pai o inscreveu num torneio perto de sua casa em Plainfield, Illinois porque parecia um bom negócio, a taxa de inscrição era de apenas $ 10 e era tudo o que custaria para Joshua jogar todos os dias.

É aí é que eles descobriram que Henderson é um mago do pinball (PINBALL WIZARD).

Ele ficou em quinto no Campeonato Mundial de Pinball (PAPA) na Pensilvânia no mês passado e gastou quase todo os US $ 10.000 em prêmios para comprar uma máquina de pinball do Homem-Aranha e o restante colocou na poupança para a faculdade.

Como a maioria dos garotos de sua idade, Henderson gosta de jogos de vídeo.
Mas há algo diferente sobre pinball, diz ele, algo que o mantém engajado.

"Uma das principais peculiaridades sobre o pinball é que você pode usar sua força física para controlar a bola. Você está no controle ", disse à AFP.

"Ele tem mais estratégia que o video game e é não-linear, então cada bola é diferente."

Henderson é parte de um número cada vez mais crescente de entusiastas por pinball que vêem o jogo como um esporte competitivo.

Josh Sharpe, 31, reabriu a associação em 2006 e tem ajudado a aumentar os jogadores classificados para mais de 10.000 jogadores em apenas cinco anos.

Como Gary Stern, ele também nasceu no meio do mundo do pinball. Três das 17 máquinas do seu porão foram concebidos pelo seu pai Roger Sharpe quando ele trabalhou na Williams, a mesma empresa que o pai do Gary Stern dirigia.

Apesar disso Josh Sharpe fica um pouco constrangido com a máquina que tem rosto da sua mãe numa donzela em perigo seminua e rosto de seu pai no cavaleiro prestes a resgatá-la.

Josh Sharpe está em sexto lugar no ranking mundial e seu irmão Zach está em sétimo lugar.

"Qualquer um que não sabe o que está fazendo, joga com medo da bola cair", disse Sharpe.

Jogadores competitivos abordam o jogo de uma forma totalmente diferente, disse Sharpe. Eles aprendem a jogar a bola para onde os pontos são mais elevados. Eles desenvolvem uma estratégia que ele descreve como uma combinação de xadrez e de golfe.

"Quando eu jogo pinball eu olho no playfield as áreas onde eu devo acertar e onde não, ao passo que um jogador casual simplesmente não quer que a bola caia", disse ele.

Há rumores ao redor do mundo pinball, que alguém vai criar uma nova empresa de pinball.

Josh Sharpe——que trabalha como contador em uma empresa de jogos——não acha que eles vão conseguir. Os custos start-up são muito elevados. A engenharia muito complexa. O mercado muito pequeno e muito exigente.

Andando pela fábrica da Stern é fácil ver porque Josh Sharpe é tão cético.

Cada máquina utiliza mais de um quilômetro de fio e leva mais de 30 horas para montar as 3.500 peças.

Stern gasta cerca de $ 750.000 para projetar cada jogo e lança de três a quatro novos títulos a cada ano.

Todos eles usam temas licenciados para atrair os fãs——Tron, os Rolling Stones, Iron Man, Avatar, e Shrek são os títulos e atual a meta é fazer com que cada jogo seja uma experiência única.

Na Rolling Stones, Mick Jagger tem uma estatua que dança para frente e para trás em todo o playfield bloqueando a bola, enquanto a boca vermelha (o símbolo da banda) está em cima de uma das rampas.

"Meu pai me ensinou que uma máquina de pinball é como um filme", ​​disse Stern.

"Tem que ter um tema, uma ação, um clímax, boa fotografia ou trabalho de arte,
bons efeitos de som, bom marketing e boa distribuição. A mesma coisa. "

© 2011 AFP

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